terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Mídia Como Recurso Do Educador

O vídeo didático é uma das principais inovações educacionais de nossa época, como foi, no passado, o texto livre, o jornal escolar, o filme, o teatro, a festa, a exposição, a visita, a viagem, a pesquisa, etc.
O papel do vídeo e dos meios em geral não é o de adocicar a pílula de um conteúdo escolar enfadonho. É o de rever os conteúdos mesmos para que eles próprios sejam fonte de satisfação.
Foi a escola nova que valorizou os meios de comunicação, buscando tornar mais interessante o conteúdo, através de métodos novos. Mas não basta facilitar a aprendizagem com meios mais agradáveis. Uma boa educação deve levar o aluno a sentir satisfação no próprio ato de estudar. O aluno precisa sentir satisfação no que a escola tem de específico, que é a sistematização do conhecimento.
Continua válida a antiga tese de que só aprendemos aquilo no qual nos envolvemos profundamente e faz sentido para nós. Por outro lado, uma pedagogia dos meios entende que não se trata apenas de assistir a vídeos já elaborados.
É importante que se produzam vídeos nas próprias escolas. As secretarias de educação e as escolas precisam possibilitar que nossas crianças, nossos jovens e adultos e nossos professores vejam a si e às suas comunidades na tela do vídeo; para que possam mostrar a cara da escola que temos; e nada melhor, para isso, do que fazer vídeos das escolas e analisá-los com os seus atores presentes.
O vídeo poderia mostrar, por exemplo, coisas que acontecem na sala de aula mas que o professor não enxerga; poderia mostrar a depredação nas escolas, tanto o que é bonito, como o que é feio, os seus projetos, educando para o belo e construindo um entorno mais propício à aprendizagem.
Os órgãos responsáveis pela educação pública precisam criar videotecas e núcleos de multi-meios para produzir vídeos e outros materiais didáticos e para que os alunos não sejam meros consumidores.
A rede privada se antecipou na adoção da informática e das tecnologias dos meios, e a rede pública precisa cada vez mais incorporar a tecnologia, tanto na administração quanto nas escolas. Trata-se de trabalhar com meios de informação, os mais atuais. E a informação é sinônimo de democratização. Sem estar bem informado é impossível participar, portanto, é impossível ser cidadão.
Hoje nossos alunos e professores – que já vêm sendo formados num meio tecnológico em que o vídeo é importante – defendem a introdução de vídeos e câmeras de vídeo nas escolas. Muitas vezes se cotizam para que a escola que ainda não possui esses aparelhos possa tê-los. Equipar as escolas públicas, porém, é uma obrigação do próprio Estado. A produção de vídeo e as tecnologias mais recentes que permitem a criação de sites da Internet devem fazer parte das políticas públicas de educação e estar inseridas num projeto mais amplo no qual a comunicação seja considerada como parte integrante do processo educativo.
Ficou claro neste texto que nem o vídeo e nem a Internet substituem o professor. Os vídeos têm uma grande capacidade de mostrar pessoas, dados e fatos que falam por si mesmos, mas a educação, sendo essencialmente a construção de valores, de sentido para a vida, necessita do testemunho de valores em presença. Por isso, os meios de comunicação e a tecnologia não podem substituir o professor.
Alguns ainda objetam que na escola nem sequer existe giz e cadernos em número suficiente e que o vídeo e a Internet seriam um luxo em escolas pobres, ou que basta formar melhor o professor para usar o giz e a lousa. No entanto, autores argumentam em sentido contrário.

Texto adaptado de Moacir Gadotti. Comunicação e Educação.

A Mídia Como Suporte Para A Educação Não-Formal

Educação não-formal

É aprendida na vida, nos espaços e ações coletivas, o educador é aquele com quem interagimos, tem como objetivo capacitar os indivíduos para se tornar cidadãos do mundo, no mundo. Os objetivos se constroem no processo interativo.
Não é organizada por série, idade e conteúdo. Desenvolve laços de pertencimento.
Pode colaborar para o desenvolvimento da auto-estima. Fundamenta-se no critério de solidariedade, de interesses comuns.
Os resultados esperados são : Consciência e organização para agir em grupos coletivos; visão de mundo; sentimento de identidade; formar para a vida e não só capacitar para o trabalho; conhecimento de sua própria prática.

A educação e a comunicação nascem de necessidades humanas; são processos inseparáveis e a relação entre elas é bastante complexa. Existem educações, como existem múltiplas formas de comunicação. Elas não têm um fim em si mesmas, são um recurso, um meio, um instrumento. Sistematizar esses dois processos, construir programas e projetos nestas áreas só se justifica porque elas são inerentes ao processo de humanização. E como necessidade humana, elas podem ser exploradas tanto para a libertação como para a manipulação.
Essa multiplicidade dos meios de comunicação nos coloca imediatamente o tema da pluralidade dos meios de educação. O que importa, portanto, na educação, não é tanto melhorar um único meio de educar, aperfeiçoá-lo ao máximo. O que importa é colocar à disposição dos educandos uma multiplicidade de meios. São tão necessárias as bibliotecas, quanto as videotecas, os laboratórios, os panfletos, a televisão, o rádio, o vídeo, a Internet, o CD, o DVD, etc.
A escola se define pelas relações sociais que desenvolve. Todos precisam de escolas. Mas a escola não é um espaço físico. É, acima de tudo, um modo de ser, de ver, de entender as coisas do mundo.
A educação se dá quando se estabelecem relações, não quando se trocam objetos. E se ela quiser sobreviver como instituição, precisa buscar o que é específico dela.
Ivan Illich, no final da década de 60, anunciava o fim da escola, a “desescolarização da sociedade”, o fim do professor e o advento da aldeia global televisiva. No entanto, a escola, mesmo atacada, vem se fortalecendo no que ela tem de específico, que é a construção da cultura elaborada, incorporando as novas tecnologias e tirando proveito delas. Nesse sentido, as novas tecnologias fazem o papel de meio, de recurso.
Passar da cultura que já possui para uma cultura elaborada é o papel da escola, tanto com as crianças, quanto com jovens e s adultos. Esse seria um processo dialético no qual uma não eliminaria a outra, mas lhe acrescentaria uma explicação mais completa. A cultura primeira é a que adquirimos antes ou fora da escola, pela auto-formação não metódica e não sistemática, ou no que aprendemos como educação informal. Hoje em dia, as mídias, como são chamadas, ou os meios de comunicação social, sobretudo a televisão, têm uma influência marcante na primeira cultura, principalmente na infância. Naquela cultura que nasce da experiência da vida, que absorvemos sem perceber, movidos pela curiosidade, no dia-a-dia. Essa cultura é uma cultura popular, que hoje está profundamente impregnada pela cultura de massa. Sob muitos aspectos, a cultura popular se identifica hoje com a cultura de massa.
É preciso fazer uma leitura positiva da cultura de massa. Nós, educadores, não podemos ignorar, por exemplo, o quanto a criança aprende em frente a uma televisão ou ouvindo o rádio, fora dos horários escolares. A televisão introduz em nossas casas o mundo e nos liga instantaneamente a ele. Uma primeira leitura, e diga-se otimista, pode advogar que, diante de um aparelho de televisão, nossas crianças, em suas casas, sentem-se como se estivessem conectadas com o “mundo todo”; sentem-se como cidadãs do mundo, habitando numa aldeia global. Com o advento da Internet conectada à televisão, ambos esses meios ficaram ainda mais fortalecidos.
Através dos sentidos, a cultura de massa envolve o corpo inteiro, privilegia a imagem, o som, o movimento. É uma cultura envolvente, tão envolvente que quando morre o personagem de uma novela, nos sentimos como se tivesse morrido alguém da nossa família. A televisão, ainda tão pouco explorada em nossas escolas, além de tudo, traz satisfação para a criança.
É, acima de tudo, entretenimento. A cultura da televisão é uma cultura da satisfação, expressão do nosso tempo. Por isso é sempre bom lembrar que a criança, o jovem e o adulto desejam encontrar satisfação, alegria, também na escola.
A função do educador é a de denunciar os limites, de forma crítica e comprometida com os princípios da educação. Compete a eles e elas indagar sobre como a mídia nos mostra “o mundo”. Ou seria “um mundo”? Aquele que valoriza celebridades e busca nos tornar nichos de seus mercados? Hoje mais do que nunca a mídia molda nossas percepções sobre o mundo, e precisamos trazer esse debate para a sala de aula. Afinal, é sempre bom lembrar que o que as mídias nos mostram são mediações e não a realidade. São representações e não a verdade.
A televisão, ao esquematizar coisas e simplificar fenômenos, pode cair na mistificação e na banalização da cultura. Ela pode banalizar idéias e mitificar pessoas, e ficar muitas vezes nos estereótipos em relação, por exemplo, ao negro, ao judeu, ao operário, ao pobre. O poder subliminar da televisão é enorme.
Qualquer meio engana quando mostra, por exemplo, que o sucesso é fruto do acaso. Por isso, a televisão, que é indispensável na formação de todo cidadão e cidadã de hoje, deve ser acompanhada na educação por uma pedagogia da comunicação que a analise criticamente. Ela deve ser desmistificada pela escola e não substituir a escola, portanto fazer parte também do curriculum escolar.
A escola deve explorar mais os meios como o rádio, televisão, o vídeo, a Internet; não como acessórios, mas como instrumentos indispensáveis de trabalho. A escola não deve impedir o aluno e a aluna de assistir televisão, mas ensiná-los a assistir televisão com uma postura crítica.
A partir de uma perspectiva dialética, deve denunciar sim, mas também anunciar o uso dos meios como metodologia participativa na construção de conhecimentos, como resposta social à presença massiva da mídia em nossas vidas, como garantia da visibilidade da cultura popular e como garantia de vez e voz aos grupos que não têm acesso à produção industrial da cultura.
O vídeo apresenta uma série de possibilidades de intervenção. O vídeo didático tem vantagens sobre a televisão. Com o vídeo podemos fazer um intervalo para reflexão, podemos voltar atrás, podemos discutir o tema vendo o programa, etc. É possível partir do fragmento para se chegar à totalidade, mostrar que um fragmento da televisão - aquele flash - nos oferece uma satisfação primeira, e poderemos encontrar ainda mais satisfação na cultura elaborada. Esse é o papel sistematizador da educação.

Texto adaptado de Moacir Gadotti. Comunicação e Educação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cenários De Um Novo Espaço Do Conhecimento

Estamos vivendo um momento histórico de um conjunto de transformações no campo da comunicação, informação e formação que cria uma nova realidade, que pode ser designada como novo espaço do conhecimento. Assim, precisamos não só pensar na modernização da educação, mas repensar as novas funções do educador como mediador desse processo.
Nesta sociedade em transformação surgem grandes eixos de mudança, atingindo toda a sociedade.
O primeiro desses eixos é o progresso tecnológico. Neste contexto, as transformações mais significativas são:
- a informática, que revoluciona todas as áreas, principalmente as que lidam com o conhecimento;
- a bio-tecnologia, que deverá se sobressair na agricultura, indústria farmacêutica e outros setores;
- as novas formas de energia, como o laser, no campo da medicina, eletrodomésticos, etc;
- as telecomunicações, que participam da revolução tecnológica, talvez mais que a informática, pois barateou-se a transmissão de textos, imagens e som, em particular na telemática;
- e os novos materiais, como cerâmicas, plásticos, tecidos.
Segundo a Comunidade Européia, nos últimos 20 anos, dobraram nossos conhecimentos científicos em relação aos anteriormente acumulados na história da humanidade.
A globalização, também chamada de “internacionalização do espaço mundial”, resulta desses avanços da revolução tecnológica. A Terra se transformou numa aldeia global. Podemos hoje ver as mesmas imagens na TV, comprar os mesmos carros e eletrodomésticos - ou quase - em praticamente qualquer lugar do mundo. Como será que podemos trabalhar o conhecimento nesta era de espaço global?
Outra grande modificação desse cenário é que as sociedades deixaram de ser rurais, para se tornar urbanas, isto quer dizer que quase 80% da população vivem nas grandes cidades. A isso damos o nome de urbanização.
Dados do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial, de 1992, do Banco Mundial, indicam que o planeta já produz o suficiente para uma vida digna para todos os cidadãos, porém, enquanto a população dos ricos aumenta em cerca de 4 milhões por ano, a dos pobres aumenta em 59 milhões de habitantes. Consta que 72 % das riquezas ficam com apenas 15% da população mundial, ou seja, os ricos. A esse fenômeno damos o nome de polarização entre ricos e pobres.

Fonte: GOHN, Maria da Glória. Educação Não-formal e cultura política. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2001.

Diversificação dos Espaços Educacionais

O século XXI é chamado de “século da sociedade do conhecimento”. Disso resulta que não podemos mais trabalhar só com a educação formal e com a educação de jovens e adultos de forma significativa na configuração que é oferecida hoje.
Aparece então um novo segmento da educação, que é a formação nas empresas.
Com isso acontece uma transformação na área empresarial e de serviços, pois hoje esse setor passa a necessitar da educação para seu próprio desenvolvimento.
Estudos realizados mostram que a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos investem, na formação em serviço, quase metade do que destinam a toda a educação pública. Esta e a transição exigida pelo ritmo de transformações tecnológicas, representando uma nova era, que adquire peso equivalente à educação formal e atinge o mesmo universo social com o qual trabalhamos.
Outra área da educação não-formal que aparece com grande potencial e a da reorientação da TV e da mídia em geral. Nos Estados Unidos existem programas educacionais que são assistidos por milhões de pessoas, representando grande impacto cultural. Se considerarmos o número de horas por dia que uma criança despende assistindo a programas de TV, chegaríamos à conclusão de que os efeitos seriam significativos. Assim, aproveitar esse tempo com programação de qualidade, que traga conhecimentos àqueles que a assistem, certamente se faz necessário.
Os Vídeos e DVDs, vinculados às TVs, mas com conteúdos autônomos, também representam meios para trabalhar a educação.
Ocupam um espaço crescente os cursos técnicos especializados, como design, programação, cursos de apoio à criação de micro e pequenas empresas, etc.
Hoje também passa a interessar à educação a organização do espaço científico domiciliar, pois com o grande número de informações ampliadas nos últimos 50 anos, este é fundamental para trabalhar de forma organizada. Num passado nem tão remoto, tínhamos a mesa de estudos e os livros, para ser ajeitados na biblioteca; atualmente, ganham espaço os CDs , DVDs, vídeos, impressora, computador, etc. Além de configurar principalmente recursos de lazer, não podem deixar de ser considerados para aprimoramento da educação, de crianças e adultos, levando, quando bem utilizados, a um aproveitamento excelente no aprendizado.
Outro espaço que surge com força é o espaço do conhecimento comunitário. É um espaço trabalhado pelas ONGs de diversos tipos, organizações religiosas, entre outras. A urbanização forçou o aparecimento desses espaços de vida comunitária e cultural.
Está também em expansão a área de Pesquisa e Desenvolvimento, embora no Brasil ainda exista um distanciamento entre a academia (espaço acadêmico = faculdades, universidades), a empresa e a comunidade.
Com todas essas alternativas, será que ainda precisamos da educação formal?
Para responder a essa questão, precisamos entender que a educação formal e a de adultos deve ser a atividade central e organizadora, e não ser apresentada como o único eixo para a formação. A escola deve ser mais mobilizadora e organizadora de
um processo que deve envolver os pais, a comunidade, integrando, assim os diversos espaços educacionais e, principalmente, criando um ambiente cientifico e cultural que leve a ampliar suas opções de vida e reforce atitudes de formação do cidadão.


Fonte: GOHN, Maria da Glória. Educação Não-formal e cultura política. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2001.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Orientação Para o Estudo.

Grande parte do sucesso escolar de uma criança é decorrente da existência de hábitos de estudo definidos. Para a formação destes hábitos é necessário que se implemente gradualmente comportamentos saudáveis, que pela repetição sistemática, passam a fazer parte do dia a dia do estudante. Visualize as vantagens de orientar seus filhos desde cedo, para uma formação de bons hábitos e atitudes e colherá bons frutos, observando um crescimento intelectual e maior facilidade na sua aprendizagem. Veja abaixo algumas orientações básicas:

•Estabeleça um horário de estudo,crie uma rotina semanal, onde seu filho realizará as suas tarefas. Considere também as atividades extra-curriculares, como natação, inglês, etc...Monte um calendário em que ele tenha tempo para tudo, principalmente para o estudo. Ajude seu filho a cumprir os horários. Estudar sempre na mesma hora determinará a criação do hábito. Sua atitude firme e serena o levará a perceber sua determinação e a importância deste momento. Lembre-se: nada de exarcebações, não transforme esta situação em um campo de batalha, a hora de estudar não deve se tranformar em hora de sofrimento.

•Estabeleça um local de estudo tranqüilo, onde não circulem pessoas, onde haja silêncio (sem TV ou rádio), que tenha uma escrivaninha que permita uma posição correta e que conte com uma iluminação adequada.

•É importante que ele arrume o seu próprio local de estudo, deixando por perto tudo o que vai usar: régua, lápis, ... A sua mesa deverá ter o mínimo de coisas em cima, só o estritamente necessário (sem brinquedos, roupas,...).

•As lições devem ser feitas, preferencialmente,no mesmo dia em que foram passadas, assim evita-se o acúmulo de tarefas e, com a memória fresca, as explicações da professora ainda podem ser lembradas e o que foi passado no quadro ainda está visível na sua mente.

•Se houver dúvidas na resolução, explique com suas próprias palavras. Faça com que repita em voz alta para demonstrar que entendeu. Se a dúvida persistir, comunique à professora através da agenda no dia seguinte.

•Não permaneça à seu lado no momento em que estiver fazendo suas lições. Na sala de aula isto não acontece e ele precisa aprender a trabalhar de forma mais independente possível.

•Elogie sempre seu progresso!

•Faça-o dormir cedo. Estando bem descansado, ele estará mais propenso a receber e assimilar os novos conhecimentos do dia seguinte.

•Procure sempre que necessário a Coordenadora Pedagógica de sua escola. Não cultive dúvidas.

Como Tirar Apontamentos nas Aulas

Utilizar um caderno, de preferência de folhas soltas, que poderá ser organizado de acordo com o trabalho desenvolvido em aula e fora dela;
As folhas devem ser divididas em duas colunas de modo a facilitarem o tratamento e retenção da informação:

Reservar esta coluna para completar fora da aula

Completar este espaço com novos exemplos, com definições, novas referências, citações, notas de leituras feitas, esquemas, críticas…
Espaço destinado ao trabalho de compreensão e de revisão de modo a haver uma integração dos conhecimentos.

Reservar esta coluna para a tomada de notas em aula
Registo dos apontamentos que vão sendo retirados ao longo da aula, organizando-os em grupos que permitam já uma estruturação da informação.
Poderão ser atribuídos títulos às estruturas/grupos que forem sendo criados.

Esforçar-se por apreender rapidamente o essencial do que é dito e tentar seguir o fio condutor da aula que vai sendo explícitado à medida que esta vai decorrendo. Deve-se evitar registar tudo o que é dito, concretamente as repetições e os diversos exemplos apresentados sobre um determinado conteúdo;
Organizar as informações recolhidas em esquemas. Sempre que possível, estruturar essas informações, seguindo o percurso feito desde o primeiro momento de tomada de notas. Esta fase de esquematização é essencial para a retenção de informação;
No caso de se perder uma informação, deixar um espaço em branco que se completará depois;
Utilizar um código de abreviaturas para os termos que surgem de um modo mais recorrente;
A tomada de notas favorece a aprendizagem porque:
- a escrita permite um tratamento mental e visual da informação;
- a atenção selectiva na aula favorece a retenção da informação.

Como Planejar e Organizar o Estudo

A ideia de que chega assistir às aulas para se saber a matéria não é verdade. É necessário estudar em casa, copiar os apontamentos das aulas, saber consultar os manuais ou outros livros auxiliares.
Não devemos estudar apenas para as disciplinas de que mais gostamos, nem devemos estudar só nas vésperas das avaliações, mas se não houver outra alternativa, existem algumas regras que poderão tornar uma noite de estudo relativamente bem sucedida.
Deve evitar-se estudar muitas horas seguidas antes dos testes, porque, devido à falta de tempo e consequentes ansiedade e insegurança, começa a ter-se dificuldades de concentração e de memorização para organizar toda a informação estudada.
Se fores capaz de estabelecer horários de estudo adequados e organizar os teus momentos de estudo, obterás melhores resultados escolares, porque terás tempo para organizar e rever as matérias estudadas. Desta forma, vais sentir-te mais confiante e seguro dos teus conhecimentos quando tiveres avaliações.
Antes de organizares os teus momentos de estudo reflecte sobre o ambiente de estudo que seria ideal para você:
• Estudo melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar?
• Estudo melhor à noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana?
• Estudo melhor sozinho/com amigo/em grupo?
• Estudo melhor sob pressão ou atempadamente?
• Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio barulhento?
• Preciso de um intervalo de 30 em 30 minutos/de hora a hora/de duas em duas horas/sem interrupção?

REGRAS PARA UMA NOITE DE ESTUDOS

É impossível estudar numa noite tudo o que devias ter estudado durante um determinado período de tempo.
Estuda cada tema da matéria em profundidade. Passa só ao seguinte quando achares que já dominas bem o anterior. É preferível saberes bem partes da matéria do que saberes pouco sobre muitas.
Para conseguires memorizar com sucesso, usa a repetição. Pode ser uma boa ideia recitares a matéria alto.
Gasta alguns minutos a escrever aquilo de que te lembras mas que tens receio de vir a esquecer.

HORÁRIO DE ESTUDO

Na tua agenda podes ter um horário onde defines a que horas e que matérias deves estudar durante a semana.
Face ao tempo livre que resta depois das aulas, deves decidir como o utilizar produtivamente, decidindo quanto tempo será dedicado ao estudo e a actividades de lazer (ver TV, ouvir música, etc.). Deves assinalar se cumpriste o teu plano de estudo. Se não conseguires cumpri-lo deves compensar com um período de estudo maior em outro dia. Também é importante que tenhas um calendário das avaliações para saberes sempre quais as disciplinas em que irás ser avaliado e poderes planear o teu estudo em casa. Deves colocar este calendário num local onde não seja possível esqueceres-te dessas datas. Por exemplo, colado na parede em frente à tua secretária, colado no dossier ou caderno. Vê o exemplo que se segue.

MANTER ATENÇÃO

Talvez tu também sejas um daqueles alunos que se queixa de falta de atenção e concentração durante o estudo e aulas. É importante teres um local destinado exclusivamente ao estudo, que seja confortável e com boa iluminação. Ter todo o material necessário no local de estudo antes de começares a estudar é muito importante, para não te estares constantemente a levantar e a interromper a tua concentração. Assim, deves ter perto de ti os livros, os cadernos, o dossier, as canetas, os dicionários, qualquer coisa para ir trincando ou chupando se fores daqueles que estão sempre a interromper o estudo para ir comer, etc. Não deves ter perto de ti tudo aquilo que já sabes que te distrai, como o rádio, a televisão, os livros de BD, os jogos de computador, entre outros. Para evitares ser interrompido por outras pessoas podes colocar um aviso na porta para não seres incomodado. Na sala de aula deves evitar fazer barulho, falar com colegas ou estar a "sonhar acordado". Por outro lado, deves procurar manter o interesse pela matéria participando na aula