sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cenários De Um Novo Espaço Do Conhecimento

Estamos vivendo um momento histórico de um conjunto de transformações no campo da comunicação, informação e formação que cria uma nova realidade, que pode ser designada como novo espaço do conhecimento. Assim, precisamos não só pensar na modernização da educação, mas repensar as novas funções do educador como mediador desse processo.
Nesta sociedade em transformação surgem grandes eixos de mudança, atingindo toda a sociedade.
O primeiro desses eixos é o progresso tecnológico. Neste contexto, as transformações mais significativas são:
- a informática, que revoluciona todas as áreas, principalmente as que lidam com o conhecimento;
- a bio-tecnologia, que deverá se sobressair na agricultura, indústria farmacêutica e outros setores;
- as novas formas de energia, como o laser, no campo da medicina, eletrodomésticos, etc;
- as telecomunicações, que participam da revolução tecnológica, talvez mais que a informática, pois barateou-se a transmissão de textos, imagens e som, em particular na telemática;
- e os novos materiais, como cerâmicas, plásticos, tecidos.
Segundo a Comunidade Européia, nos últimos 20 anos, dobraram nossos conhecimentos científicos em relação aos anteriormente acumulados na história da humanidade.
A globalização, também chamada de “internacionalização do espaço mundial”, resulta desses avanços da revolução tecnológica. A Terra se transformou numa aldeia global. Podemos hoje ver as mesmas imagens na TV, comprar os mesmos carros e eletrodomésticos - ou quase - em praticamente qualquer lugar do mundo. Como será que podemos trabalhar o conhecimento nesta era de espaço global?
Outra grande modificação desse cenário é que as sociedades deixaram de ser rurais, para se tornar urbanas, isto quer dizer que quase 80% da população vivem nas grandes cidades. A isso damos o nome de urbanização.
Dados do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial, de 1992, do Banco Mundial, indicam que o planeta já produz o suficiente para uma vida digna para todos os cidadãos, porém, enquanto a população dos ricos aumenta em cerca de 4 milhões por ano, a dos pobres aumenta em 59 milhões de habitantes. Consta que 72 % das riquezas ficam com apenas 15% da população mundial, ou seja, os ricos. A esse fenômeno damos o nome de polarização entre ricos e pobres.

Fonte: GOHN, Maria da Glória. Educação Não-formal e cultura política. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2001.

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